
Muitas pessoas têm o sonho de empreender ou até mesmo já empreendem, mas, os cases de sucesso são únicos e não são todos que se dão bem da mesma forma. A grande verdade é que o sucesso depende muito mais do que ter conhecimento técnico e informação.
Conforme conta a empreendedora, consultora de negócios, especialista em marketing online e offline, analista, pesquisadora e estudiosa do comportamento humano há mais de 12 anos, Carina Silva, é necessário que empreendedores detenham uma peculiaridade em seu comportamento e coração, que é o que distingue os bons dos maus profissionais.
“Uma pessoa que deseja empreender ou que já empreende precisa compreender que para ‘ser do comércio’ é necessário que você seja uma pessoa humilde, honesta e de bom coração. Isso não quer dizer sair por aí vendendo ‘fiado’, não. Não tem nada a ver com isso! Inclusive, não é vendendo ‘fiado’ que você vai ser um bom comerciante. A grande verdade é que ser uma pessoa humilde e de bom coração é você ter empatia e amor para entender o que um cliente precisa e como você pode ajudar ele a encontrar o que ele deseja, seja um produto ou serviço”, conta, contando que distinguir pessoas pela roupa ou carro que vestem é um dos maiores erros que uma pessoa que tem um negócio pode fazer.

“Você precisa tratar todas as pessoas iguais, sem distinguir ou julgar pela aparência, roupa, calçado ou pelo carro que ela possui, se chegou à pé ou não”, enfatiza.
“A maioria das pessoas que julga pela aparência e trata uma pessoa de um jeito pela simplicidade dela ao se vestir e trata outra pessoa de outro jeito, por ela estar com uma roupa sofisticada ou de marca, essas pessoas perdem excelentes oportunidades. Estatisticamente, quando uma pessoa é tratada diferente em um estabelecimento, sentindo-se julgada pela aparência ou roupas que veste, por exemplo, essa experiência pode ser traumática e fica retida no subconsciente e as chances dessa pessoa contar sobre essa experiência ruim para outras pessoas é de sete até dez vezes maior do que uma experiência boa que ela teve em qualquer outro lugar, porque experiências ruins são as que mais marcam e são lembradas pela mente humana”, explica.

Conforme explica a especialista, grandes marcas somente são grandes marcas porque já entenderam isso há centenas de anos. “É por isso que grandes marcas investem pesado em treinamentos de equipe e em melhorias organizacionais, que promovem o bem estar e o cuidado de seus colaboradores, para que eles mesmos se sintam bem durante o trabalho e possam além de padronizar atividades, promover uma experiência incrível para seus clientes, que é exatamente o que os fideliza”, garante, afirmando que não basta ser bom.
“Quando uma experiência é incrivelmente boa, então sim ela é lembrada e até mesmo compartilhada com terceiros, mas é sempre menos compartilhada do que as experiências ruins. Por isso, se você deseja mesmo vender mais, aumentar sua clientela e ser referência no que você faz, se livrando de reclamações e problemas, você precisa realmente impressionar”, expõe, demonstrando que a grande maioria dos problemas das empresas é humano.

“Muitas vezes um funcionário trata um cliente mal porque ele mesmo possui problemas, muitas vezes de saúde mental, transtornos de humor, isso fica evidente quando se é especialista nisso e isso compromete totalmente um negócio. É quando o funcionário mesmo ‘espanta’ os clientes, acarretando inclusive reclamações e até mesmo exposições midiáticas. Por isso é fundamental e indispensável que todos os colaboradores tenham acesso à acompanhamentos adequados para conseguirem cultivar boas relações interpessoais”, enfatiza.
“Você somente vai ter pessoas confiando em você e no seu trabalho quando for realmente bom e humilde de coração, tratando as pessoas como gostaria que fosse tratado”, ressalta Silva.
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Créditos Imagem Capa: Vitaly Gariev
